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De sua súbita vertigem
Que te assola o olhar
Tentas ver o mundo com os próprios olhos
Eu te digo:
-Não consegues sozinho
E sozinho no mundo está


Com sua vida a beira do precipício
Afogado em teu profundo mar de desejos não vividos
Tentas de alguma forma viver alguns poucos
Eu te digo:
-Não consegues, morto já está
Inclusive hoje é o dia de teu honorável enterro
Todas as tuas angústias, dessabores e sonhos mortos
mortos

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Letras

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Letras… Letras de todo tipo há.

Mas me pergunto:

O que esconde em seu seio estático?

O horror da guerra?

A saudade da família?

A falta da amada?

A paixão de dois enamorados?

 

Mas, há mais segredos nessas curvas.

O que mais se esconde nessas estradas de tinta?

Que sentimento implícito guarda?

Que substância é essa, que em reação com os olhos causam:

O sorriso das bocas

As lágrimas que escorrem.

 

Será as letras parte da alma?

Será que alguns poetas morrem de esgotamento almal?

E os poetas que envelhecem?

São pessoas que possuem aquífero almal?

 

Que mistério é esse que há?

Permaneço com a interrogação em meu ser.

Quando minha alma esvaziar-se,

Não me leve flores, me levem letras.

Reganboleando versos

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Olha o trovador e tua lira,

ele chega na plenitude de sua música.

Em uma dança em perfeita harmonia,

regamboleando como plumas ao relento do vento.

 

Vem recitando teus versos.

Teus versos recitam as coisas lindas da vida,

são versos que ecoam no ar.

No ar sambam,

no ar cantam

no ar voam.

Trovador da floresta

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O trovador sai pela floresta

com seu espirito revigorante,

colocando seus poemas em árvores

como se fossem flores,

afim de tocar o coração da amada

que todas as tardes passava por ali,

dançando junto as flores,

dançando com as borboletas,

em uma perfeita harmonia.

O trovador todos os finais de tarde sai

com seus poemas e as esperanças

de um dia encontrar sua amada

dançando e cantando alegremente.

Céu e terra

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Na terra o olhar fixo no céu,

no céu o olhar fixo na terra,

um olhar para o alto do morro.

 

Uma casinha bem simplesinha,

paredes de madeira,

janelas eram apenas frestas.

 

Um olhar fixado na terra,

um grande prédio magnifico,

uma janela.

 

Além desta janela um olhar

Os olhares se cruzam feito dois raios

raio este estremecedor

um arrepio único

a terra tremeu

o Cristo sorriu

uma paixão surgiu,

pena que céu e terra não se unem

 

Pedro Vaz

Dois opostos

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Eram dois sujeitos, um sujeito acostumado com a selva de pedra, os arranha-céus.E uma certa garotinha nascida no campo, ambos tinham a mesma idade, 16 anos. Porém havia uma pequena diferença entre eles, ele não conhecia o céu pintado de leite, nem o pé vermelho dos fins de tarde do esconder do sol, já ela não conhecia as telas gigantes, as casas deitadas, as luzes que dão em arvores de concreto.

Até que certo dia resolveram mudar de posição. O garoto quando chegou no campo, no primeiro dia ficou tocado feito gato em dia chuvoso, após o sol ir se deitar, e a lua esplendorosa surgiu no céu, e seu exército de estrelas marchando no céu,o garoto ficou maravilhado com tamanha perfeição, quando de repente começou a orquestra dos bichos noturnos, os sapos se assimilavam ao cantar de uma bela noiva, e o garoto vivenciando aquele momento se deitou e ali ficou até dormir.

Ah! Ainda tem a jovem garotinha. Ao chegar na grande cidade de concreto, os seus olhos chegaram a brilhar feito o sol pela manhã, ficou besta com tantas árvore com luzes se apaixonou a primeira vista.

Em um momento os dois pensaram em mudar de vida, e pensado e feito, o garoto virou homem, tornou-se até um fazendeiro renomado por suas estripulias constituiu sua simples família, e ficou lá ate seu ultimo suspiro.A dona Srta. Virou uma mulher, mexia com bolsa de valores, tinha uma vida repleta de luxo e glamour, coitada morreu de câncer.

Pedro Vaz