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De sua súbita vertigem
Que te assola o olhar
Tentas ver o mundo com os próprios olhos
Eu te digo:
-Não consegues sozinho
E sozinho no mundo está


Com sua vida a beira do precipício
Afogado em teu profundo mar de desejos não vividos
Tentas de alguma forma viver alguns poucos
Eu te digo:
-Não consegues, morto já está
Inclusive hoje é o dia de teu honorável enterro
Todas as tuas angústias, dessabores e sonhos mortos
mortos

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Letras

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Letras… Letras de todo tipo há.

Mas me pergunto:

O que esconde em seu seio estático?

O horror da guerra?

A saudade da família?

A falta da amada?

A paixão de dois enamorados?

 

Mas, há mais segredos nessas curvas.

O que mais se esconde nessas estradas de tinta?

Que sentimento implícito guarda?

Que substância é essa, que em reação com os olhos causam:

O sorriso das bocas

As lágrimas que escorrem.

 

Será as letras parte da alma?

Será que alguns poetas morrem de esgotamento almal?

E os poetas que envelhecem?

São pessoas que possuem aquífero almal?

 

Que mistério é esse que há?

Permaneço com a interrogação em meu ser.

Quando minha alma esvaziar-se,

Não me leve flores, me levem letras.